Notícia

Controle antidopagem: entenda como funciona o procedimento de coleta

Atletas podem ser testados dentro ou fora de competição, sem aviso prévio

21/08/2026 15h50


O controle antidopagem faz parte da rotina do esporte de alto rendimento e pode ser realizado durante competições, treinamentos ou em outros locais, sem aviso prévio. O procedimento contribui para proteger a saúde dos atletas, garantir uma disputa justa e preservar a integridade do esporte.

Nas competições nacionais, os testes são conduzidos pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), responsável por definir os procedimentos de coleta e a seleção dos atletas. A CBTM pode prestar o suporte logístico e operacional necessário durante seus eventos.

"É um tema muito importante, principalmente para orientar os atletas e mostrar que o controle antidopagem faz parte da rotina do esporte de alto rendimento. Ele não deve ser visto apenas como fiscalização ou punição, mas como um procedimento fundamental para garantir uma competição justa, proteger a saúde dos atletas e preservar a credibilidade do esporte paralímpico", destacou Daniel Peterossi, Coordenador Técnico das Seleções Olímpicas e Paralímpicas.

Como funciona a coleta

O processo começa com a notificação do atleta por um agente de controle de dopagem devidamente identificado. A partir desse momento, o atleta deve permanecer acompanhado pelo oficial ou pela escolta até o encerramento do procedimento e apresentar um documento de identificação com foto.

Na Estação de Controle de Dopagem, o atleta recebe as orientações necessárias e escolhe o recipiente e o kit lacrado que serão utilizados. Na coleta de urina, a amostra é fornecida sob a observação de um agente habilitado do mesmo sexo e distribuída entre os frascos "A" e "B". O controle também pode envolver a coleta de sangue, realizada por profissional habilitado.

Antes de assinar o formulário, o atleta deve conferir os códigos de identificação, informar os medicamentos e suplementos utilizados recentemente e registrar qualquer observação sobre o procedimento. As amostras são enviadas de forma codificada a um laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidopagem.

Adaptações e cuidados com medicamento

Atletas paralímpicos podem solicitar adaptações para que a coleta seja realizada de maneira acessível, segura e respeitosa. Quando necessário, um representante pode auxiliar em algumas etapas, sem comprometer a integridade da amostra. Todas as adaptações devem ser registradas no formulário.

"É importante considerar as necessidades de cada atleta, mantendo sempre a segurança, a dignidade e a integridade do processo. Também é necessário ter atenção aos medicamentos utilizados, especialmente porque alguns atletas paralímpicos precisam de medicação contínua", explicou Peterossi.

O Manual do Tênis de Mesa 2026 reforça que o atleta é responsável por tudo o que utiliza ou ingere. Quando um tratamento exige uma substância ou método proibido, pode ser necessária uma Autorização de Uso Terapêutico (AUT). O pedido deve ser acompanhado por documentação médica e encaminhado à autoridade competente.

Por isso, qualquer medicamento ou suplemento deve ser verificado com antecedência. Atletas das seleções olímpica e paralímpica também podem procurar a comissão técnica ou as lideranças da CBTM para receber orientações sobre os procedimentos antidopagem.

Confederação Filiada

Parceiro Oficial

Jogo Limpo

Patrocinadores

Apoiadores

Seleções
Seleção Olímpíca
Seleção Paralímpica
Eventos
Calendário
Área de Filiados
Desenvolvimento
Universidade do Tênis de Mesa
Escolas de Treinadores
Escolas de Árbitros e Oficiais
Escola de Gestão
Certificações