Notícia

Iranildo Espíndola celebra experiência como porta-bandeira em Valledupar: “Vai ficar eternizado na minha carreira”

Atleta fez balanço da participação nos Jogos Parasul-Americanos e destacou a emoção de representar o Brasil na cerimônia de abertura

Foto: Carol Coelho/CPB

08/07/2026 12h20


Os Jogos Parasul-Americanos Valledupar 2026 ganharam um significado especial para Iranildo Espíndola. Acostumado a representar o Brasil nas principais competições do esporte paralímpico mundial, o mesatenista da classe 2 viveu uma experiência inédita em mais de três décadas de carreira: conduzir a bandeira do país na cerimônia de abertura dos Jogos.

Iranildo foi escolhido como um dos porta-bandeiras da delegação brasileira e esteve à frente dos atletas, integrantes das comissões técnicas e dirigentes que representaram o país na cerimônia realizada no Estádio Armando Maestre Pavajeau, na Colômbia. O convite surpreendeu o atleta, que revelou já ter acompanhado grandes nomes do esporte paralímpico brasileiro desempenhando a função ao longo dos anos.

"Foi uma experiência nova. Eu já vivi quase todo tipo de emoção como atleta e participei de muitas missões do Comitê Paralímpico Brasileiro. Vi grandes atletas serem porta-bandeiras, como Clodoaldo Silva e Daniel Dias, e sempre pensei no quanto seria especial viver aquilo. Na reunião de apresentação da delegação, fui convidado e não tinha a mínima ideia. Fui totalmente pego de surpresa. Foi uma emoção muito grande", contou.

A escolha ganhou ainda mais significado para Iranildo por representar não apenas o reconhecimento de sua trajetória, mas também o tênis de mesa paralímpico brasileiro. Antes da viagem para a Colômbia, o atleta também recebeu uma homenagem da CBTM, com mensagens de companheiros de equipe, dirigentes e pessoas que fizeram parte de sua caminhada no esporte.

Na cerimônia de abertura, a emoção aumentou no momento de entrar no estádio carregando a bandeira brasileira. Ao longo de mais de 30 anos de carreira, Iranildo construiu uma relação especial com a camisa da Seleção Brasileira e destacou o orgulho de representar o país em competições internacionais.

"Eu amo representar o meu país. Já me emociono quando visto a camisa do Brasil ou quando conquisto uma medalha em uma competição internacional. Imagina entrar naquele estádio com a bandeira, à frente daquela grande delegação. Estava lotado, as pessoas aplaudindo e filmando. Foi algo extraordinário para a minha carreira", afirmou.

Para ele, o momento também representa um marco para a modalidade. Iranildo se tornou o primeiro atleta do tênis de mesa brasileiro a conduzir a bandeira do país em uma cerimônia de abertura como porta-bandeira de uma missão nacional.

"Ser o primeiro atleta do tênis de mesa brasileiro a ser porta-bandeira de uma delegação torna tudo ainda mais especial. É uma honra para mim e para o tênis de mesa. Essa passagem vai ficar eternizada na minha carreira", ressaltou.

Depois da cerimônia de abertura, Iranildo voltou às mesas para mais uma participação com a Seleção Brasileira. O atleta integrou a delegação de 22 mesatenistas que encerrou os Jogos Parasul-Americanos com 26 medalhas conquistadas, sendo nove ouros, oito pratas e nove bronzes nas disputas individuais, de duplas e de duplas mistas.

Apesar de não ter subido ao pódio em Valledupar, Iranildo valorizou a oportunidade de seguir competindo internacionalmente e fazendo parte de mais uma campanha da equipe brasileira. Para o atleta, os Jogos ficarão marcados principalmente pelo reconhecimento recebido e pela oportunidade de viver uma emoção inédita depois de tantos anos dedicados ao esporte.

"Não estou fazendo discurso de fim de carreira, longe disso. Mas foi uma forma de coroar uma carreira maravilhosa e fechar com chave de ouro. Daqui para frente, tudo o que acontecer na minha carreira será lucro. Já conquistei todos os títulos possíveis: fui campeão brasileiro, sul-americano, parapan-americano, conquistei medalhas em Campeonatos Mundiais e em Jogos Paralímpicos. Agora, também fui porta-bandeira de uma delegação brasileira. Então, pronto: chave de ouro", concluiu.

Aos 31 anos de carreira, Iranildo encerrou sua participação em Valledupar com mais uma experiência para uma trajetória marcada por títulos, longevidade e identificação com a Seleção Brasileira.

Confederação Filiada

Parceiro Oficial

Jogo Limpo

Patrocinadores

Apoiadores

Seleções
Seleção Olímpíca
Seleção Paralímpica
Eventos
Calendário
Área de Filiados
Desenvolvimento
Universidade do Tênis de Mesa
Escolas de Treinadores
Escolas de Árbitros e Oficiais
Escola de Gestão
Certificações